Disgrafia: o seu filho escreve mal, devagar ou evita escrever?

Se o seu filho tem uma letra difícil de ler, escreve muito devagar ou começa a evitar tarefas de escrita, isso pode não ser falta de esforço. Em muitos casos, pode estar relacionado com disgrafia. A disgrafia é uma dificuldade específica da escrita manual.

A criança sabe o que quer escrever e tem ideias, mas encontra obstáculos na parte motora: organizar os movimentos da mão, controlar o lápis e manter a escrita legível e consistente. Por isso, escrever pode exigir muito mais energia do que deveria e, com o tempo, tornar-se cansativo e frustrante.

Sinais de disgrafia a que deve estar atento

Alguns sinais são frequentes. Ainda assim, podem variar de criança para criança:

Letra irregular ou ilegível

  • Pode surgir desalinhada ou fora das linhas.
  • Consequentemente, a leitura do que escreve fica mais difícil.

Escrita lenta e com esforço

  • A criança demora mais tempo do que o esperado.
  • Isso pode gerar cansaço e frustração.

Dores na mão ao escrever

  • Queixas frequentes durante ou após a escrita.
  • Em geral, indicam esforço excessivo.

Dificuldade no espaçamento

  • Letras e palavras ficam desorganizadas.
  • Assim, a clareza do texto diminui.

Pressão exagerada no lápis

  • Traço muito forte, ou então instável.
  • Isto pode indicar falta de controlo e de ajuste de força.

Como ajudar o seu filho com disgrafia em casa

As mãos de uma criança manipulam massa moldável colorida, apertando e modelando o material com diferentes movimentos dos dedos. Esta atividade fortalece a musculatura da mão, melhora a coordenação motora fina e promove maior controlo dos movimentos. Como estratégia para a disgrafia, o uso de plasticina ou massa moldável ajuda a desenvolver a força e a destreza manual necessárias para uma preensão mais estável do lápis, contribuindo para maior precisão e fluidez na escrita.

 

Algumas estratégias simples, feitas com regularidade, podem ajudar a reduzir a dificuldade e a aumentar a confiança:

Fortalecer as mãos

  • Plasticina, espremer esponjas, usar pinças ou molas.
  • Desta forma, melhora a força e o controlo.

Incentivar o desenho é um bom exercício para disgrafia

  • Desenho livre e criativo, sem pressão para “ficar perfeito”.
  • Além disso, ajuda a desenvolver coordenação.

Usar apoio visual

  • Papel pautado ou linhas coloridas.
  • Assim, a criança orienta-se melhor na organização.

Dividir tarefas

  • Períodos curtos com pequenas pausas.
  • Consequentemente, evita-se o cansaço.

Valorizar o conteúdo

  • Elogiar as ideias e o esforço, não apenas a letra.
  • Isso aumenta a motivação e reduz a frustração.

Quando procurar ajuda

Se a escrita continua difícil e começa a interferir na escola e na autoestima, é importante avaliar. No CTEB, a nossa equipa multidisciplinar, com terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala e psicólogos, trabalha em conjunto para identificar a origem da dificuldade e criar estratégias ajustadas a cada criança.

Fale connosco

Com o apoio certo, a escrita pode tornar-se mais fluida, e a criança ganha confiança para mostrar o seu verdadeiro potencial. Por isso, fale connosco para avaliarmos a situação.